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Serviços essenciais seguem afetados no RS no sétimo dia de paralisação dos caminhoneiros

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A paralisação de caminhoneiros chega ao sétimo dia neste domingo (27) no Rio Grande do Sul e em outros estados do país. Serviços como limpeza urbana, transporte público e fornecimento de alimentos e insumos para hospitais, por exemplo, seguem afetados por causa da falta de combustível.
Apesar do acordo anunciado pelo governo federal com a categoria, que previa uma "trégua" de 15 dias, a mobilização segue nas rodovias, com diversos pontos de manifestação pelo estado. Não há bloqueios reportados pelas policiais rodoviárias Estadual e Federal, apenas concentração de caminhoneiros.
Diante da continuidade da greve, o presidente Michel Temer (MDB) acionou o uso de forças federais para desobstrução das rodovias. No sábado (26), o presidente editou um decreto que permite ao governo assumir o controle de caminhões. A medida, chamada de requisição de bens, só seria tomada se houvesse necessidade, segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
O gabinete de crise, montado pelo governo do Rio Grande do Sul, também se reuniu no sábado. Em entrevista coletiva, o coronel Alexandre Martins de Lima, chefe da Defesa Civil, anunciou medidas para amenizar a situação de desabastecimento.
Segundo ele, será realizado o transporte de remédios, oxigênio e demais insumos para saúde, além de outros bens considerados essenciais, como alimentos perecíveis, água e combustível para abastecer viaturas da polícia e de emergências. Os caminhões serão identificados com uma placa e escoltados pela Brigada Militar.
"Identificamos os pontos mais complexos e vamos tentar minimizar essa situação", afirmou o coronel.
Alguns postos de combustíveis de Porto Alegre e da Região Metropolitana receberam gasolina, mas abasteciam apenas os setores de aviação, segurança pública e saúde. Longas filas de carros se formaram nestes pontos, onde o policiamente foi reforçado para que não houvesse tumulto.
Poucos postos de combustíveis com gasolina tem longas filas para abastecer na Região Metropolitana (Foto: Brigada Militar/Divulgação)
Poucos postos de combustíveis com gasolina tem longas filas para abastecer na Região Metropolitana (Foto: Brigada Militar/Divulgação)

Os reflexos da greve no estado

Aeroporto
  • A Fraport, empresa responsável pela administração do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, informou que recebeu duas carretas com combustível no sábado (26). Embora siga operando nos níveis de reserva, o reabastecimento prevê que as operações sigam até segunda-feira (28).
  • Informações sobre alterações de itinerários e cancelamentos deverão ser obtidas diretamente com as companhias aéreas. A orientação é que os passageiros entrem em contato com as empresas para confirmar o voo.
Transporte coletivo
  • Os ônibus não circulam em Porto Alegre e em diversos municípios do interior do estado neste domingo, para poupar combustível para segunda.
  • Na capital, lotações funcionam normalmente e estão autorizadas a transportar passageiros em pé.
  • Foi autorizado o compartilhamento de táxis em Porto Alegre, com embarque de passageiros nas paradas de ônibus, fora dos corredores, com valor fixo de R$ 6 por passageiro.
  • Vans escolares também foram autorizadas a carregar passageiros na capital, seguindo itinerários de algumas linhas de ônibus. O preço também é de R$ 6 por passageiro.
  • Trens metropolitanos, que ligam Porto Alegre a municípios da Região Metropolitana, operam normalmente.
Manifestantes seguem concentrados em frente à Refap, em Canoas (Foto: Roberta Mércio/RBS TV)
Manifestantes seguem concentrados em frente à Refap, em Canoas (Foto: Roberta Mércio/RBS TV)
Combustíveis
  • Manifestantes seguem concentrados em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. É de lá que sai o combustível que abastece a maior parte do estado.
  • Pelo menos cinco caminhões saíram da Refap neste domingo para abastecer, exclusivamente, o Aeroporto Salgado Filho.
  • Outros 10 caminhões vazios entraram na refinaria e seriam carregados para abastecer apenas os setores de aviação, saúde e segurança.
  • falta do produto é generalizada, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado (Sulpetro).
  • Sem gasolina no estado, moradores da fronteira abastecem na Argentina e no Uruguai.
Saúde
  • A paralisação afeta o atendimento de alguns hospitais pelo Rio Grande do Sul. A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos, que representa 269 instituições de saúde no estado, informou que alguns serviços, especialmente eletivos, podem sofrer alterações, adiamentos ou até cancelamentos.
Alimentação
  • Frigoríficos suspenderam abates e estão liberando funcionários no interior do estado.
  • Estoques de gás de cozinha estão terminando.
  • A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS) afirmam que ainda têm parte dos produtos, mas que estoque está comprometido.
  • O Sindicato da Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) diz que as empresas associadas informam que estão com seus setores de expedição lotados de produtos e já há registro de falta de insumos para o processo industrial.
  • leite armazenado começa a ser jogado fora, devido à falta de condições de transporte da produção.
  • O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Animal (Fundesa) afirma que as indústrias de aves e suínos deveram parar as atividades.
Água
Lixo
  • A coleta de lixo em Porto Alegre pode ser prejudicada por causa do deslocamento de caminhões. A Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro está cheia. Mas por enquanto, ainda não foi suspensa.
  • Prefeituras do interior já pararam o serviço. É o caso de Santana do Livramento, Candiota, Santa Rosa, Rio Grande e Cruz Alta.
  • O pedido é para que os moradores não coloquem sacos de lixo na rua, para evitar que seja espalhado por animais.

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