Após chuva de granizo, BH tem ruas interditadas e telhados arrancados - TV Canal Dom Silvério

Participe nossa grupo

 Anuncie Aqui no TV Canal

Após chuva de granizo, BH tem ruas interditadas e telhados arrancados

Share This
Moradores de Belo Horizonte, principalmente de bairros da região da Pampulha e Noroeste, contam os prejuízos após o forte temporal da noite de segunda-feira na capital
Na manhã desta terça, ainda há árvores caídas nas ruas, telhados arrancados e falta de energia. 

Há registros de quedas de árvores na Rua Geraldo Faria de Souza, no Bairro Sagrada Família, Região Leste de BH, na Rua dos Médicos, no Bairro Alípio de Melo, na Pampulha, e também nas ruas Julita Nogueira Soares e José Gomes, no Bairro Santa Terezinha, mesma região. 

Na Região Noroeste de Belo Horizonte, o telhado de metal de uma casa foi arrancado e atingiu um carro na Rua Délio Salomão Vieira, no Bairro Nova Glória. Moradores também relatam falta de energia em alguns pontos da capital nesta terça-feira.

“A Cemig informa que a tempestade de granizo e as fortes rajadas de vento de mais de 80 km/h registradas na noite dessa segunda-feira (6/8) causaram muitos danos ao sistema elétrico de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH). Dessa forma, a companhia destacou cerca de 250 profissionais para trabalhar durante a noite e madrugada na recomposição do sistema elétrico”, informou a companhia de energia elétrica, por meio de nota. “

Nesta manhã, diversas equipes ainda  estão trabalhando para reparar os danos causados principalmente pela queda de árvores e galhos sobre a rede. As regiões de Belo Horizonte mais impactadas foram a Pampulha e Venda Nova, além de Contagem, na RMBH. A Cemig esclarece que a normalização do fornecimento de energia para os clientes que ainda estiverem sem o serviço ocorrerá no decorrer desta terça-feira (7/8)”, concluiu a Cemig. O número de consumidores afetados não foi divulgado. 

Um fenômeno atípico ocorreu na noite de ontem em parte do estado, principalmente na capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de cidades da Zona da Mata e Leste de Minas.

Ao encontrar com a massa quente, a frente fria que chegou no estado resultou em chuva de granizo de grande volume. “Para o mês de agosto, é um fenômeno atípico. Precipitações com pedras de gelo como as que foram vistas em BH, Contagem, Betim, Nova Lima, entre outros municípios, ocorrem em outubro e normalmente no período da tarde. Foi algo bem raro, que aponta para as mudanças climáticas”, destacou o meteorologista Ruibran dos Reis, do ClimaTempo.

Telhado arrancado foi parar no meio da rua e atingiu carro no Bairro Novo Glória - Foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press

Na capital, as regiões mais atingidas pela queda de granizo foram o Barreiro, Leste, Pampulha, Nordeste e Noroeste. No Bairro Sagrada Família, Leste de BH, a enxurrada nas descidas fortes pareciam rios de gelos. No Estádio Independência, a partida de futebol teve que ser interrompida por 25 minutos devido à queda de granizo e posterior falta de energia. A Coordenadoria de Defesa Civil de Belo Horizonte e o Corpo de Bombeiros ainda não informaram um balanço dos danos. Mas nas redes sociais há relatos de quebra de vidros de casas e de automóveis e buracos em toldos.

A servidora pública Brenda Prado, de 37 anos, moradora do Sagrada Família, contou que foram momentos de tensão. “Primeiro foi uns 10 minutos de chuva forte e, na sequência, uns dois minutos de queda de granizo. As pedras que caíam sobre as coberturas galvanizadas dos carros na garagem faziam um barulho forte. Quando passou, o piso do estacionamento estava todo branco, coberto de granizo”, disse Brenda.

Segundo a servidora, em 2007 ela se viu à tarde em meio a uma chuva desse tipo em setembro. “Estava de carro na rua e houve danos na lataria. Hoje (ontem), não sei se houve danos no veículo, pois de noite não dá para enxergar direito.
Mas aqui em casa, como também nos vizinhos, o temor era de que as janelas se quebrassem, o que por sorte não ocorreu no prédio”.

Ainda em BH, choveu forte com granizo no Castelo e São Francisco, na Pampulha, no Caiçara, Noroeste, Bairro da Graça, Nordeste, entre outros. De acordo com a Cemig, houve chamados de queda de energia em várias partes de Belo Horizonte, por quedas de árvores e transformadores que estouraram. Mas a região mais afetada na cidade foi a Pampulha. Também ficaram no escuro moradores de Betim, Brumadinho, Contagem, Sabará e Nova Lima, na Grande BH.

Granizo danificou cobertura de estacionamento no Bairro Castelo - Foto: Reprodução da internet/WhatsApp

Em Contagem, no Bairro Ressaca, a situação não foi diferente, segundo relata a fotógrafa Giselle Reis Assis, de 24. “Às 20h57 começou a pancada de chuva e logo depois o granizo. Minha família e eu nos abrigamos em um cômodo da sala e o barulho das pedras no telhado era bem forte. Duas janelas daqui de casa, que não tinham  grades, tiveram vidros quebrados, na cozinha e na área de serviço”. Segundo ela, o clima foi de medo por sua tia, que é idosa. “Morava em Campinas(SP) e já passei por situações assim. A inquilina de minha tia, no andar de cima, disse que o granizo quebrou parcialmente o telhado.
Meu vizinho reclamou de danos no carro. De um modo geral, na rua, os danos foram de vidros de janelas e veículos, além dos telhados”, resumiu Giselle.

Para hoje, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de mais pancadas de chuvas em Belo Horizonte, com termômetros variando entre 16 e 24 graus. No estado, tempo nublado com precipitações e trovoadas no Sul/Sudoeste, Campo das Vertentes e Zona da Mata. Céu parcialmente encoberto com pancadas de chuva isolada no Oeste, Rio Doce e Região Metropolitana. Demais regiões, parcialmente nublado. Névoa seca no Noroeste e Norte. Máxima em Minas de 37 graus, Norte/Noroeste, e 9 graus no Sul.

De acordo com a Defesa Civil de BH, choveu nas seguintes regiões: Barreiro (12mm), Centro-Sul (11,4mm), Leste (12,6mm), Noroeste (10,4mmm), Pampulha (20mm), Oeste (10,8mm), Norte (1,2mm). Não houve registro de chuva em Venda Nova. A média histórica para o mês é de 14,8mm.

EM viu - Pânico na avenida


Passei 10 minutos de pânico na Avenida Cristiano Machado.  Estava vindo do bairro Jaraguá para a Cidade Nova quando a chuva me pegou na boca da trincheira de acesso à Avenida José Cândido da Silveira. As pedras de granizo batiam na lataria do carro parecendo bombas.  Vi que estava bem alagado e, pior, os carros estavam parados. Bem na frente havia uma viatura da Rotam fazendo não sei o quê. Pensei no fim do mundo e nada saía do lugar. Só depois de uns 10 minutos os carros começaram a se mover. Vi que a chuva estava aumentando e andei mais devagar até chegar em casa. Ufa! (Gustavo Werneck)

Nenhum comentário:

Facebook