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Suspeita de congelar animais apresenta habeas corpus e é solta momentos após prisão

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veterinária e sócia da Clínica Animed, investigada por maus-tratos e por congelar animais para continuar cobrando por internações, foi solta momentos após ser presa pela Polícia Civil. A mulher estava foragida desde o último dia 22, quando o marido dela foi detido. Neste sábado (30), ao ser localizada e receber ordem de prisão, apresentou um habeas corpus e teve que ser liberada. O marido dela também conseguiu o benefício e deixou a cadeia na noite de sexta-feira (29).
De acordo com a polícia, a suspeita estava foragida em São Paulo e, desde terça-feira (26), uma equipe da instituição estava na cidade à procura da veterinária. "Na data de hoje, ela foi localizada pela equipe da PCMG na cidade de São Paulo, quando então tomou conhecimento, por ela, de que havia sido deferida uma liminar em seu favor", explicou a Polícia Civil, por meio de nota.
Já o dono da clínica chegou a ficar oito dias recluso no Presídio de Nova Lima, na Grande BH, mas deixou o complexo penitenciário após determinação da Justiça, que atendeu ao pedido da defesa do casal, informou a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap). Os dois suspeitos vão aguardar pelo inquérito em liberdade.
Maus-tratos
Quando deflagrou a operação Arca de Noé, a Polícia Civil informou que alguns clientes relataram que o veterinário e a esposa, além de congelar os animais, vendiam medicamentos proibidos e vencidos e reaproveitavam próteses de animais mortos, realizavam internações e procedimentos sem necessidade. Também há denúncia de que eles retiravam sangue de cães e gatos sem a permissão dos donos e vendiam o sangue por R$ 400.
Ao pedir a prisão do homem e da esposa dele, a Justiça também determinou a suspensão das atividades da empresa e do exercício da profissão dos dois proprietários, bem como a quebra do sigilo bancário e fiscal das contas dos dois. Além de maus-tratos, a investigação apurou crimes de estelionato, que seriam praticados na clínica. Segundo a promotora de Meio Ambiente de Nova Lima, Cláudia de Oliveira Ignez, a movimentação nas contas dos investigados chegava a R$ 2 milhões por mês, o que é impróprio para esse tipo de negócio.
Irregularidade
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foi constatado que produtos e substâncias tóxicas ou nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente eram descartados de forma irregular em uma rede pluvial, que deságua no córrego do outro lado da rodovia MG-030, onde fica a clínica, ou em recipientes comuns, sem nenhuma identificação.
No dia em que a operação foi deflagrada, a clínica Animed informou que "se coloca à disposição da Justiça para esclarecimento dos fatos e afirma que irá cooperar, no que for preciso, com a investigação da Polícia Civil para que todos os fatos sejam esclarecidos o mais breve possível".

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