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Vale conclui obras para reduzir a chegada de lama ao rio Paraopeba

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A Vale anunciou ontem a conclusão de obras que vinham sendo realizadas com o objetivo de garantir que, no período chuvoso, o rio Paraopeba não seja poluído por novos fluxos da lama que vazou após o rompimento da barragem, ocorrido em janeiro deste ano em Brumadinho. São diversas estruturas integradas. As construções foram prometidas em junho e vinham sendo finalizadas gradativamente nos últimos meses. A mineradora garante que elas contribuirão para uma redução significativa da turbidez da água do rio.
“Após as primeiras chuvas mais intensas, que aconteceram nos meses de outubro, novembro e começo de dezembro, a avaliação do resultado alcançado até o momento é positiva. As estruturas cumpriram o objetivo conceitual do processo de reduzir o carreamento de sedimentos para o rio”, diz a Vale.
Na tragédia de Brumadinho, 257 pessoas morreram, a maioria empregados da própria mineradora e de empresas terceirizadas que atuavam na mina onde estava a barragem. O Corpo de Bombeiros continua trabalhando na busca por 13 desaparecidos.
As obras incluíram ainda a remoção dos rejeitos em trechos do rio Paraopeba por meio de dragagem. Todas estas intervenções foram previstas no plano de contenção de rejeitos, apresentado pela Vale aos órgãos públicos após o rompimento da barragem.
Somente entre a barragem que se rompeu e a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, foram construídas três grandes estruturas de contenção, sendo duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique, além de 25 pequenas barreiras estabilizantes. Neste trecho, ainda está depositado o maior volume de rejeitos que vazou. A Vale também implantou uma Estação de Tratamento de Água Fluvial, que entrou em funcionamento em maio. Desde então, cerca de 3 bilhões de litros de água foram captados, tratados e devolvidos ao Paraopeba com turbidez dentro dos padrões determinados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
Segundo a mineradora, o conjunto de intervenções demandou até o momento cerca de R$ 500 milhões e deve alcançar R$ 1,8 bilhão até 2023.


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