Droga: condenações para trio oratoriense - TV Canal Dom Silvério

Participe nossa grupo

 Anuncie Aqui no TV Canal

Droga: condenações para trio oratoriense

Share This

O Diário Eletrônico do Tribunal de Justiça/TJ publicou, na semana passada, sentença de 9/1 da juíza Dayse Mara Baltazar, da 1ª Vara Criminal de Ponte Nova, condenando Igor Felipe Laureano dos Santos (Terega), José Joaquim dos Santos (Bulé) e Kátia Aparecida Nascimento da Silva por conta de flagrante de tráfico de drogas em 27/8/2019, em Oratórios.
Os policiais militares efetuaram cerco na casa de Terega, no bairro São José. Terega atendeu à porta segurando sacolas contendo entorpecentes, enquanto Bulé tentou fugir pulando a janela, mas foi contido. Na moradia, houve apreensão de 309 pedras pequenas de crack (e uma maior), com peso total de 94,09 gramas, recolhendo-se lâminas de barbear e embalagens plásticas.
Terega confessou ter comprado a droga de Kátia por R$ 5 mil e, no endereço dela (que é companheira de Marcos “Trim-Trim”, atualmente preso), os PMs a detiveram e localizaram R$ 102,00 e 190,39 gramas de crack (escondidos numa bolsa contendo mamadeira e babador).
Note-se, conforme a acusação, a bolsa ficava num carrinho de bebê usado para fazer entrega de tóxicos. Nos dois endereços houve apreensão de três celulares.
A advogada Caroline Lacerda Diniz Vieira defendeu Terega e Kátia, enquanto Juliano de Oliveira Santos atuou na defesa de Bulé. No caso de Kátia, a alegação foi de consumo, e não de venda de entorpecentes. Argumentação idêntica valeu para Terega e Bulé, com acréscimo do fator da confissão espontânea.
Ao depor em Juízo, Terega rechaçou o teor da acusação da PM e do Ministério Público, alegando que nem estava em casa na chegada dos policiais. Durante a fase inquisitorial e processual, Bulé manteve a versão de que a droga lhe pertencia, mas esta tinha sido a sua primeira atuação no tráfico.
Kátia negou a entrega de drogas e disse que o crack apreendido estava numa bola velha, e não perto de carrinho de bebê. Segundo ela, o dinheiro era de seu irmão, ainda declarando que comprou a droga de "pessoa que conheceu no Presídio, ao visitar Marcos".
A defesa da ré completou informando que ela assumiu a propriedade do entorpecente, mas, de fato, “apenas o mantinha em depósito, recebendo, por isso R$ 2 mil”.
Para Kátia, a pena definida foi de um ano e oito meses de reclusão em regime aberto, mais 167 dias-multa (cada dia equivale a 1/30 do salário mínimo). A pena foi transformada em prestação de serviços à comunidade, mais a multa pecuniária de R$ 1 mil, podendo em liberdade recorrer da sentença perante o Tribunal de Justiça/TJ.
Para Bulé, a sentença foi a mesma - e com as iguais condições - aplicada a Kátia. Em relação a Terega, a condenação foi de seis anos e dois meses em regime fechado, mais 619 dias-multa, sendo que ele deve permanecer preso enquanto recorre ao TJ.
Conforme publicação no site do TJ, em 9/1 a Justiça concedeu liberdade para Bulé. Continuam reclusos Terega e Kátia (ela por outro crime).

Nenhum comentário:

Facebook