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PM é chamada para conter discussão entre os desalojados e a Defesa Civil

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A Polícia Militar teve que apartar, ontem, uma discussão entre membros da Defesa Civil e desabrigados do bairro Ipiranga, que estão alojados provisoriamente no Centro Educacional de João Monlevade. A discussão ocorreu por causa de um laudo da Defesa Civil, com o qual os moradores não concordaram.
O laudo foi apresentado aos moradores, ontem à tarde, pelo vistoriador da Defesa Civil Mário Antônio Napoleão, após ele visitar a casa do pintor Thiago Cristian de Oliveira, 35 anos, na rua Abaetê, no Ipiranga.
O pintor, que está desempregado, deixou o imóvel após as tempestades que caíram em João Monlevade, entre os dias 23 e 25, causarem um deslizamento na rua Boa Vista, ameaçando três imóveis.
Porém, Mário Napoleão informou que a casa de Thiago Oliveira não corre risco, e que o pintor precisa apenas fazer uma intervenção no local, para dar mais segurança ao imóvel.
Thiago Oliveira e a esposa, Paula Tiele de Oliveira, 26, não concordaram com o laudo e acreditam que a casa está sob risco. Além disso, eles alegam que não têm condições financeiras de fazer as intervenções sugeridas pela Defesa Civil, e que parte da rua está sem abastecimento de água e luz, por causa do deslizamento.
Para Paula de Oliveira, o laudo teve este resultado porque na próxima semana as aulas serão retomadas no Centro Educacional e, por isso, as famílias que estão abrigadas na escola terão que deixar o local.
Mário Napoleão declarou que a acusação não faz sentido porque, se a hipótese fosse verdadeira, a Defesa Civil não teria interditado a casa da auxiliar de serviços gerais Edna Efigênia de Oliveira, 41, que mora próximo do casal. “Infelizmente tivemos que interditar a casa da Edna, que está sob risco, mas a deles não”, afirmou.
O impasse gerou uma troca de acusações, com Paula e Thiago Oliveira afirmando que a Prefeitura mandou retirá-los do Centro Educacional, enquanto Mario Napoleão e demais integrantes da Defesa Civil alegavam que não fizeram essa afirmação.
Com a confusão, a polícia foi chamada e Paula Oliveira afirmou que a Defesa Civil foi quem acionou a PM. “Nos tratam como criminosos. Nós é que fomos prejudicados e chamam a polícia pra gente”, disse a dona de casa enquanto chorava, na companhia de seus dois filhos.
A situação foi contornada pela secretária municipal de Assistência Social, Ana Angélica Prandini, que garantiu aos moradores que eles não vão precisar sair do Centro Educacional até serem transferidos para outro local. Ana Angélica explicou que a Prefeitura está providenciando outra área para abrigá-los, caso a situação das casas não seja resolvida até o início do ano letivo.

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