Mais de 1,2 milhão de trabalhadores ficam desempregados no 1º trimestre - TV Canal Dom Silvério

Mais de 1,2 milhão de trabalhadores ficam desempregados no 1º trimestre

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O Brasil terminou o primeiro trimestre de 2020, mesmo período em que o coronavírus chegou ao país, com 1,218 milhão de pessoas a mais na fila do desemprego.
Com o avanço no número de desempregados, a taxa de desocupação avançou para 12,2%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem. O primeiro caso conhecido de covid-19 ocorreu em 25 de fevereiro. No mês seguinte, março, o país começou a sentir os efeitos econômicos do novo coronavírus, com fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de evitar avanço da pandemia.
A população desocupada foi de 11,632 milhões, no último trimestre de 2019, para 12,850 milhões nos três meses de 2020, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. A alta no período foi de 10,5%.
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, apontou que o crescimento no número de desempregados já era esperado. “O primeiro trimestre de um ano não costuma sustentar as contratações feitas no último trimestre do ano anterior. Essa alta na taxa, porém, não foi das mais elevadas”, disse.
De acordo com o coordenador do IBGE Cimar Azeredo, porém, os resultados da pesquisa já retratam os efeitos do novo coronavírus sobre o mercado de trabalho no Brasil.
“Tivemos influência expressiva da covid-19. Não temos como separar sazonalidade e efeitos da pandemia e do distanciamento social, mas de claro temos efeitos”, apontou.
Dos novos desempregados, 800 mil – dois terços – estavam no mercado informal, sem carteira assinada. Outros 400 mil eram trabalhadores formais. Com a intensificação da quarentena, muitas atividades típicas da informalidade, como venda de comida na rua, deixaram de ser feitas por falta de consumidores circulando pelas cidades.
A Pnad do IBGE mostrou perdas em todos os setores de atividades no primeiro trimestre, como indústria (queda de 2,6%), construção (-6,5%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-3,5%), alojamento e alimentação (-5,4%), outros serviços (-4,1%) e serviços domésticos (recuo de 5,9%).

Fonte; Diário

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