Pastores oram de joelhos na porta da Prefeitura pela ‘liberdade religiosa’ - TV Canal Dom Silvério

Pastores oram de joelhos na porta da Prefeitura pela ‘liberdade religiosa’

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Fiéis de diversas denominações religiosas – principalmente evangélicos – fizeram, anteontem, uma segunda tarde de orações em frente à Prefeitura de João Monlevade. Denominado Orando por Monlevade, o movimento pede “liberdade religiosa” e o fim da pandemia do novo coronavírus. Houve também orações por “sabedoria” aos políticos, feitas de joelhos por três pastores.
A exemplo do sábado anterior, os fiéis organizaram um círculo em volta da Prefeitura. Usando máscaras e mantendo um distanciamento de aproximadamente 3 metros uns dos outros, os participantes começaram as orações cantando hinos religiosos.
Pastores se revezaram nas orações, uns pedindo pelos desempregados, outros, pelos doentes. Os políticos também não foram esquecidos nas súplicas a Deus. Na metade do ato, alguns pastores se aproximaram da portaria da Prefeitura e ficaram de joelhos, o gesto foi repetido pelos fiéis, que estavam mais longe.
Um dos organizadores do movimento, o pastor Jesus Reis, da igreja Servindo a Cidade, explicou que as orações devem continuar nas próximas semanas. “Cremos que nossas orações têm dado resultado. Nossa cidade não tem um doente com covid-19 em UTI. Muito se deve ao trabalho dos nossos médicos, mas também às orações” disse.
Ao falar do evento, Jesus Reis não fugiu da polêmica envolvendo as igrejas e a Prefeitura de João Monlevade, devido às medidas de distanciamento social, e afirmou que o decreto 51/2020, da prefeita Simone Moreira (PTB), é inconstitucional. “O decreto suspende toda atividade religiosa, e isso é inconstitucional porque vai muito além dos cultos”, explicou.
Pelo fato de a prefeita não ter se reunido com os líderes religiosos para tratar das medidas durante a pandemia do novo coronavírus, Jesus Reis argumentou que as igrejas ficaram em uma situação jurídica dúbia. Ao proibir atividade religiosa de modo geral, as igrejas podem ser “enquadradas” mesmo quando desenvolvem ações que não implicam em aglomerações.

Fonte: Diário João Monlevade

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